julho 28, 2016

Agridoce

Quando me romperam o coração pensei que era a pior dor que ia sentir sempre, para sempre.
Mas hoje a vida sentou-me e deu-me uma lição tão grande…
Dor de amor amargo é tão ínfima comparada com a dor de romper os sonhos de alguém que é pedaço de ti.
Pegar num coração que ainda é criança e deitar-lhe em cima o ácido da adultez é, sem sombra de dúvida, a dor maior que vou carregar.
Protégémos-te tanto, demais até… E agora caiu a ficha e tive de te puxar o tapete…

Desculpa mas o amor, como a vida,  é um ananás, e estava na altura de parar de te o descascar…

Ai Shiteru (*) 





Borrega

janeiro 19, 2016

7 *




O nosso cantinho sopra hoje 7 velinhas (!)

                                                                                                                                                                  Pulga & Borrega 

maio 08, 2015

Chagas Cismadas

Todos temos uma chaga, uma dor,
A minha és tu meu amor
Carrego-a ao peito enchangue
Como orgulhoso santo num altar.

Teu nome é marca que me queimaram na alma,
Brado-o aos céus, grito-o ao luar
Quem me vê sempre em ti a cismar
Professa-me louca infeliz,
Há tanto tempo partiste de mim.

És cravo que me pregaram ao peito,
És cancro neste coração com defeito. 


                                                                                                        Borrega
                                                                                                       (18/06/14)

março 20, 2015

Efermidades

[Digo-o tantas vezes que enjoa e até enoja.]

Porque não se ama como da primeira vez.
Porque tudo o mais são réplicas de um sismo de larga escala, são recidivas d'um incêndio colossal.
E deambulamos por entre tremores e faíscas, em busca exasperada por mais uma dose, mais um chuto daquele sentimento bruto que nos tira o chão.
Quando te vi a silhueta no cimo da colina, nesse dia morri.
Padeço de ti ...


(18/06/14)
Borrega 
                                                                                                                               
                                                                                                                             

janeiro 19, 2015

Meia dúzia

Parabéns ao nosso cantinho. 

     

                                                                                                                                 Pulga & Borrega 

novembro 24, 2014

[EWBO*]

Hoje em dia, depressa me veêm enfadada com tudo e com todos, mas se resta a ponta de dúvida que te amo, ela evapora-se como gota d'água neste verão outunal. Pois ver-me-ão sentada nestas bancadas "sem fazer nada" e vão pensar-me aborrida.
Tolos.
Ver o teu pequeno ser cortar a água enquanto nadas é algo de fascinante. Nem que seja só pelo facto que estou presente, não só na tua perna, mas fisicamente. E ao ver-te andar tão seguramente relembro-me que és tu quem me salva sempre que estou a afogar. E ver-te desta bancada dá-me a certeza do que já é certo: a saudade e a distância não matam a ternura, o afecto, o amor.
Se te arrancam de mim morro.

'Mulher tu sabes o quanto eu te amo, o quanto eu gosto de ti.'


Borrega 


 

maio 16, 2014

Desabafo

Hoje é "jantar das mulheres"/"ladies nights".
Alguém pôs o seu nome na lista,  relembrando-a de que é gaja, cachopa, menina, mulher !
Doem-lhe os ossos daquela maneira velha e aborrecida de frete. Não lhe apetece... Não tem a ver com quem vai, vai a "raparigada" com quem se dá, gosta delas, mas não és tu minha irmã.
As nossas ladies nights são tão mais a meu gosto. Nós na cama a comer séries... sei que é por isso que já não vejo séries. Porque é tão fácil ser eu contigo, porque tu não atiras pedras (nem que julgues), porque contigo o facto d'eu ser um freakshow de manias estranhas e inseguranças parece normal. É tão fácil ser eu contigo.
Bem, mas este desabafo era suposto ser um ensaio do porquê de desgostar de ladies nights. Assim sendo:

1. A "produção" que (tecnicamente) implicam. Blush, masquera, high heels, vestidos, sexyness... são-me estranhas...

2. Porque vão acabar a querer ir dançar e eu não sei, nem gosto de dançar. Parece difícil para a humanidade aceitar isso, que pode haver alguém que não sabe, nem quer aprender a dançar. Como Darcy disse, até selvagens dançam.

3. O continuo da ideia de que uma mulher precisa dum homem para ser completa e o ror de casamenteirice que virá daí. Que me faz sentir Bridget Jones  a jantar com os seus amigos comprometidos.

E encerro o meu caso com um sincero: preferia ir ver uma futebolada e comer umas moelas com a rapaziada.

Borrega

(17/05/2014)