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abril 26, 2011

Home, sweet home


'Não era perfeita' relata excitada à amiga, 'mas dava para nós. Encontrei o aviso sem querer. Falei com a senhoria e fomos só nós dois ver'.
Beberica um pouco do chá de morango. 'Quando vi a senhoria, senti o que a casa ia ser. Não me desiludiu. Quando entrámos parecia que tínhamos sido os primeiros em muito tempo. Estava fechada à muito tempo, mas funcionava perfeitamente, as janelas deixavam a luz entrar, tal como eu gosto. E os móveis... Velharias que até tu te apaixonarias por aquilo. Assim que entrei no primeiro quarto já tinha decidido que ficávamos com ela, mas ainda olhei os outros...'
A amiga dá-lhe dois minutos de divagação silenciosa até pigarrear. 'E as outras divisões?'
'Faz-me lembrar da minha antiga casa, aquela que a minha falecida avó me emprestou, com a diferença que esta tem Internet ilimitada. Divisões grandes. A sala era alcatifada, e o plasma não combina com a mobília.. Mas é um plasma!', arregala os olhos exclamando, 'A cozinha é enorme! Dá para os cinco comermos animadamente, e uma televisão pequenina quando comermos solitários.'
'Parece perfeita.'

'Dita assim, realmente parece. Duas casas de banho acho que nos chegam, se bem que devem gerar confusão de manhã. Mas fiquei apaixonada pelas portadas de madeira das casas-de-banho. Até lhe disse, vai tomar banho, eu assino os papéis.'
'Então porque dizes que não é perfeita?'
'Já lá chego. Falei-te que quando saímos de casa descemos uma rampa pouco acentuada de terra, e não andamos mais que três minutos e demos com a paragem de autocarro, e chegamos a conclusão que conseguimos facilmente chegar a todo o sítio a pé?'
'Então?'
'Foi um sonho. Era literalmente uma casa de sonho.'


'And wouldn't it be nice to live together
In the kind of world where we belong'
Wouldn't it be nice - Beah Boys

Pulga

junho 23, 2010

A escrita da pequena .



Já não escreve há tanto tempo que hoje tem medo de pegar na caneta. Já não escreve há tanto tempo mas hoje as palavras fluem-lhe da caneta.

Relembra textos que a fazem rir. Memórias que já não são tão más como o futuro que se avizinha.

Ó pequena, ganha tacto! Que o futuro avizinha-se tão mau como o passado! São apenas humores.

E ela embrenha-se nas palavras. Já não vale a pena lhe falar que há muito que ela se perdeu, e não tem intenções de voltar.




Where loneliness is history

Told to pack his shit and leave

Blue October – Drilled a Wire Through My Cheek


Pulga

Imagem cedida pela Borrega

janeiro 16, 2010

I live for music; I live for life .


Que a música a faz surda, já todos sabem. Poucos sabem porquê e ainda menos sabem como. Mas ela não se importa, prefere imaginar-se a girar entre flocos de neve, gotas de chuva e raios de sol do que explicar porquê.

E como ela gira. E como ela dança. Deixa-os ir à frente naquele sítio escuro, assim ninguém a verá retornar ao que sempre foi. Mas há sempre aquele que olha para trás quando não deve, vendo-a fazer uma espargata mais arrojada. Não se magoou, esteve quase, mas permanece intacta. Talvez um ou dois arranhões que amanhã a chatearão. Esses arranhões que ela, amanhã, mostrará a quem olhou para trás.

E quando todos param, ela cai. Magoou-se muito. Caiu porque pararam, caiu para que não reparassem. E por isso os arranhões vão ser considerados consequências da queda. E quando a procissão recomeçar, ela voltar-se-á a levantar. E aí será novamente o que sempre foi. Será bailarina desastrada da sua própria dança.


“I want to carry a piece of who I was before
So when I hit the wall, I really hit the wall”

Overweight - Blue October

Pulga

dezembro 26, 2009

My personal sarcastic way of live


Não sabes de nada, nunca soubeste.

Não sabes de nada, nunca quiseste saber.

E naquelas vezes em que eu te mencionava algo, esperando a tua reacção, limitavas-te a olhar para um ponto qualquer na parede, ignorando-me.

Não sabes de nada, mas queres que eu saiba.

Não sabes de nada e mentes-me como se soubesses.

Não quero saber quem são as tuas fontes, não quero que rastejes e me peças perdão. Não quero que voltes quando já decidiste partir, nem sequer quero que imagines que estou à espera que voltes. E quando te virares para mim e me perguntares o que faço aqui, a resposta será seca e simples, com aquele trago a ironia e sarcasmo que nunca entendeste.



‘Aqui? Aqui vive-se, senhor. Boa tarde e muito obrigado!’



'You like to think you’re never wrong' [Pts of Athrty - Linkin Park]



Pulga

novembro 26, 2009

Posso?


Posso ir-me embora? Posso agir como se não me importasse? Posso pôr-te de joelhos enquanto me imploras para ficar? Posso pôr-te a chorar? Posso? Porque no final é assim que ficarás enquanto eu caminhar para longe. E é de longe que estarei a assistir e a debater-me se deverei ou não envolver-te apenas para teres uma presença física. Só para saberes que já não estou lá como estava, só para saberes que já não sou quem era para ti, mas mesmo assim ainda te abraço e te consolo.
"Take your hand and walk away"
Lonely Day - System Of A Down

Pulga

setembro 28, 2009

Quadro errado


Pegou nas garrafas e atirou-as contra o roupeiro. Estava tudo mal. Tudo mal.
Ela devia tê-la ido buscar, com um sorriso, sabendo que ela viria cansada da viagem. Devia tê-la ido buscar como paga das vezes que foi a recém-chegada a ir buscá-la. Aquelas viagens que ela tinha feito. O que ela tinha sacrificado. E ninguém lhe dava o valor. Nem ninguém a foi buscar.
Chegou a casa carregada. Chegou a casa esgotada. Sabe onde ela está, mas não quer lá ir. Se lá for vai-se enervar. Se lá for vai dizer coisas que mais tarde se arrependerá. Entrega tudo ao cansaço. Entrega tudo ao rancor.
Calcando agora os vidros desfeitos apercebe-se do que está errado. Pintou mal o quadro. Tem de recomeçar. Desta vez não vai ser com tinta, será só um rascunho, jura sempre a si mesma. Mas na manhã seguinte de cabeça fresca, o sangue ainda lhe escorre, e serve-lhe de tinta. Um dia pintará o quadro como deve, mas hoje limita-se a pisar os cacos.



"What did you expect to find?
Was it something you left behind?"
Hemorrhage (in my hands) - Fuel


Pulga

setembro 06, 2009

Falsas doces ilusões



Em cima do telhado ele aconchegou-a nos braços enquanto lia do caderno. A noite embalava-os, e ela voltou a cara para poder ver-lhe a face enquanto ele a encantava com os seus textos. Enquanto virava a cara a sua voz soou-lhe mais doce aos ouvidos e a boca mais apetitosa. Ele aproximou-se e beijou-a. Deixou-se beijar. Afastaram-se. Soube-lhe bem. Soube-lhe a culpa e traição, mas acima de tudo soube-lhe bem.
Ajudou-a a descer do telhado. Despediu-se dela com mais um beijo e um até amanhã. ‘Até amanhã…’ repetiu ela mudamente. Amanhã teria de lidar com aquele sentimento, com aquela pessoa. Como podia tê-lo traído?? Sim, por vezes já o tinha imaginado, não o negava, mas afastava sempre esses pensamentos… Era uma mulher dum só homem… Mas neste momento sentia-se excremento pisado por todos.
No dia seguinte lá estava ele, traído e ignorante. Era uma festa de anos. Um amigo em comum. Entre eles estavam dois amigos. Pensava que ele a ia ignorar, mas contra a maré, olhava sempre para ela, sorria-lhe de saudades e tentava animá-la vendo-lhe o olhar triste. Ela queria contar-lhe. No final da festa. Ele que se divertisse. De repente na televisão soaram as malditas palavras. Ele olhou mesmo a tempo de a ver beijar o outro.
Ergueu-se e arrastou-a para a cozinha. Já não havia sorriso, apenas mágoa e força. Dum lado da mesa de madeira gritou-lhe:
- Como me podes ter feito isto?? Como? Sabias que estávamos quase juntos, sabias que tinha saudades tuas, como me podes ter feito isto?
- Fui louca. Ele pediu-me para sair com ele, acabámos no telhado e quando dei por mim estava a beijá-lo. Não que não pudesse. Foste tu que nos colaste aquele rótulo, foste tu que disseste que não me amavas mas que querias poder continuar a beijar-me. Não é como se não tivesses tido nenhuma outra ‘curte’ durante este tempo todo…
- Não tive. Não tive mais ninguém. Saí para me distrair. Pensei que não te amasse. Mas sabes. É aqui
– murmurou-lhe apontando para a cabeça - que eu apenas te quero junto a mim, apenas te quero beijar mais uma vez. É daqui que saem todas as palavras em que acreditas. Mas é aqui – desceu até ao peito – que me dói quando vi aquilo. É aqui que me diz que talvez até te ame.
- Sabes… Eu não sei como é que aquelas filmagens foram ali parar. Mas que tenho saudades tuas, que nunca te faria isto, disso podes ter a certeza.
- Eu sei como é que as filmagens foram ali parar.
– disse o outro vindo de algures. – é o trailler para aquele filme.
Nada lhe fazia sentido. Apenas as palavras a seguir murmuradas.
- Estás a dormir.
Abriu os olhos. As saudades abateram-se. Estava pronta para outro dia real.


'The colors have built up in my mind
They're bleeding through my heart
And nobody knows that they exist'
Blueside - Rooney
Pulga

agosto 25, 2009

'Casperzinhos'


De andar apressado e olhos baixos, esquece-se do mundo que a rodeia. Esquece-se de onde está. Um encontrão de lado, desperta-a. Reconhece aquelas costas que tantas vezes viu afastarem-se sem um único pedaço de remorso. Reconhece, mas não se lembra a quem pertencem.
Espreita por cima do ombro. As costas pararam e voltaram-se. Reconhece aqueles olhos que tanta vez brilharam na presença dela. Reconhece aquele sorriso que tanta vez foi ela que causou. Reconhece aquele rosto que tanta vez pousou nas suas mãos. O nome ainda lhe falha.
‘Olá. Boa tarde. Sou eu.’
Reconhece aquela voz que tanta vez lhe murmurou delícias, que tanta vez a consolou. E naquelas mãos, que tantas vezes a aconchegaram e suportaram o peso de dois, nessas mãos, vêm aquelas velhas memórias. Aquilo que para ela esquecer, e sem coragem de deitar fora, depositara naquelas mãos.
O nome já não interessa. Os anos não passaram ali. A alegria de estar ali, na presença daquela personagem é incalculável. A dor será insuportável, prevê ela. De facto, à muito que já não se agoira nada de bom, e o facto de fantasmas amigáveis voltarem a aparecer não são bons presságios.
Sem pensar duas vezes, retoma contacto. Troca os números de telefone e quase que exige de volta metade das memórias.
Seja como for, qualquer que seja o azar desta vez, irá ser apenas outro fantasma que se torna de carne e osso na vida dela.


‘I am selfish, I am wrong
I am right, I swear I'm right
Swear I knew it all along’
Vindicated – Dashboard Confessional



Pulga

agosto 09, 2009

Voa


Corria. Cada passo mais leve que o outro. Já não corria, voava. As pessoas desviavam-se, mas já não eram pessoas, eram coisas. Eram objectos que ficavam parados enquanto ela se movia. E ela voava. Virou à direita e à esquerda, porque apesar do que lhe diziam, o caminho não era sempre em frente, tinha as suas curvas.
Pelo caminho libertava os seus suspiros. Murmurava frases inaudíveis. Imaginava o que lhe deviam ter dito. ‘A pessoa de quem você gosta irá surpreendê-la positivamente.’ ‘Irá ter alguns percalços até encontrar o seu verdadeiro amor.’ Lengalengas de feirantes. Porque voava ela assim? Não sabia. Mas queria saber. Queria saber mais que todo o mundo. Queria ter o conhecimento na palma da mão.
Relembrou como entrou ofegante. A mulher, vestida à oriental, fê-la sorrir enquanto recuperava o fôlego. Por alguma razão, fizera-la lembrar-se dele.
‘Sente-se’, sugeriu-lhe, enquanto lhe puxava uma cadeira.
A música subiu de tom. Era estranha, não era aquele tipo de música que estava à espera ali.
A mulher examinou-a em silêncio. Então ergueu-se da cadeira e murmurou-lhe ao ouvido:
‘Wake up, sunshine.’
Ela ergueu-se e correu. Voou. As palavras e a música seguiam-na. Repetiam-se com maior intensidade.
Aí apercebeu-se. Deixou de voar. Deixou de sentir a brisa a apertá-la. Era agora o calor que a aconchegava. Era a música que a fazia correr. Era aquela voz que a fazia voar. E nesse momento sentiu o sabor dos lábios que derrotavam qualquer esforço. Abriu os olhos apenas para os voltar a fechar. Todo o conhecimento que precisava estava agora colado a si.


‘Would you like to take a walk with me
My mind it kind of goes fast
I try to slow it down for you
I think I'd love to take a drive’
Congratulations - Blue October


Pulga


agosto 03, 2009

Lágrimas à deriva


Se querem que vos diga , tenho saudades de chorar’ sussurrou aos peluches, ‘não aquele choro sentido, em que cada lágrima derramada é uma tentativa de alívio a qualquer emoção. Também não quero lágrimas que me banhem a face como uma reacção ao clima… Não.’
Olhou em redor. A luz iluminava-lhe o quarto, via as coisas fora do sítio. Tinha saudades de entrar no quarto, sentar-se na forma castanha disforme, recostar-se de várias maneiras possíveis, enquanto o mp3 cantava memórias. Aí sim, o sorriso invisível no escuro, força as lágrimas enquanto os lábios se movimentam ao ritmo da letra melódica, e o corpo é violado por toques, cheiros, imagens, memórias fantasmas.
Hoje correu para o quarto. Arrumou-o rapidamente. Tinha de ser rápida. Escreveu um pequeno bilhete. Apagou a luz e sentou-se no puff de olhos fechados, enquanto as lágrimas corriam descontinuamente. Adormeceu assim.
Na manhã seguinte, o bilhete amarrotado continuava na mão cerrada. Abriu-o:


‘Your eyes are now opened
To a world where madness craves
To a world where hopes enslaved’

Tremble For My Beloved - Collective Soul



Pulga

julho 28, 2009

Livro, [o meu] traidor



Queria escrever, a sério, que queria. Sentia necessidades que ninguém podia descrever. A respiração estava acelerada e pesada. Avançou para o quarto, tudo gritava lembranças, apesar de apenas alguns objectos triviais que não saltavam aos olhos de ninguém, nem mesmo dela, mas ela sabia que eles lá estavam. Sentou-se em frente do portátil, e pensou como descrever os sentimentos, vagueou e rebuscou pensamentos. Nada lhe ocorria. Desligou o portátil. Teria de ficar para a próxima, quando as emoções estivessem a transbordar. Agarrou num livro, capa colorida q.b. e leu e releu. Como podia ser? Ela não tinha palavras, mas o livro expressava o que sentia perfeitamente. Agarrou-o pela lombada e atirou-o contra a parede. Podia-lhe faltar as palavras mas ela podia garantir a si mesma que tinha sentido, e quem era este autor para lhe vir arrancar vilmente tal sentimento e expô-lo nas páginas sujas?
Traidor’ murmurou aquele que muitos intitulam de melhor amigo, o livro. Deitou-se na cama, e sentiu que alguém a aconchegava. A cabeça inclinou-se para trás e ela adormeceu, , enquanto as colunas, em tom quase mudo, murmuravam-lhe:




“Nobody said it was easy,
no one ever said it would be this hard.
Oh, take me back to the start.”
The Scientist - Coldplay



Pulga

julho 15, 2009

Black vs Colors

“Contento-me com o facto de o sistema geral do nosso edifício ser um sistema de egoísmo não ditado pelos elevados sentimentos da natureza humana e muito menos por sentimentos como o amor e heroísmo sendo um sistema de desconfiança não de conceder, mas de retirar vantagem.”


Tom Mota*

As palavras soavam no rádio, monocórdicas mas sentidas. Quase que sentiam o homem a caminhar vagarosamente entre eles, de forma escura, talvez de espingarda na mão para adensar o clima. As pessoas no café entreolharam-se. Mas ali ao fundo, naquele canto mais colorido um animado grupo ouvira apenas partes. Soavam-lhes como pesadelos, e neste momento não havia tempo para mais pesadelos que aqueles que tinham de noite.
Um telefone soou.
‘Porque me estás a ligar?’, murmurou uma voz ansiosa enquanto se erguia e dirigia-se para a rua deserta.
‘Tenho saudades tuas’, sussurraram-lhe
‘E? Tu nunca me ligaste… Tu… Não, não te digo isto por telefone, se um dia o tiver de dizer será cara-a-cara…’ elevou-lhe a voz
‘Não queres ir beber um café?’
‘Café? Não. Ah, desculpa… Talvez. E querias ir aonde?’
‘A um cafezito qualquer que me dizes?’
Silêncio.
‘Vou-te buscar? Passo por tua casa às 23h? Sim?’
Silêncio.
‘Depois quando decidires qualquer coisa, manda-me uma mensagem. … Estás aí?’
A rua deserta passara a estar cheia de caminhantes, e todos eles observavam o telemóvel abandonado, aos berros em cima da mesa branca. Lá dentro um grupo de jovens, um grupo colorido, distinguia-se da população cinzenta que o ocupava. Uma figura pequena aninhou-se nos braços de alguém maior, que a aconchegou no peito de modo a parecer uma pessoa só, um beijo rápido e ele pousou a cabeça no ombro dela. As gargalhadas invadiram a rua, em breve cor e sorrisos era o que se via. Ali os sentimentos da natureza humana reinavam e o egoísmo era apenas desprezado e ignorado.

'Your sweet reassurances don't change the fact'
"Mexican Standoff" - Elbow

Pulga

*'Then We Came To The End' by Joshua Ferris

julho 04, 2009

The Small Print



1. Put your itunes/ipod/mp3 player on shuffle
2. For each question press the next button to get your answer
3. You must write that song name down no matter how silly it sounds!





IF SOMEONE SAYS "IS THIS OKAY" YOU SAY?
Mexican Standoff [Elbow]

WHAT WOULD BEST DESCRIBE YOUR PERSONALITY?
The Scientist [Coldplay]

WHAT DO YOU LIKE IN A GUY/GIRL?
Tremble For My Beloved [Collective Soul]


WHAT IS YOUR LIFE'S PURPOSE?
Congratulations [Blue October]


WHAT IS YOUR MOTTO?
Vindicated [Dashboard Confessional]


WHAT DO YOUR FRIENDS THINK OF YOU?
Blueside [Rooney]


WHAT DO YOU THINK ABOUT OFTEN?
Hemorrhage (In My Hands) [Fuel]


WHAT IS 2 + 2?
Lonely Day [System Of A Down]


WHAT DO YOU THINK OF YOUR BEST FRIEND?
Pts. Of Athrty [Linkin Park]


WHAT DO YOU THINK OF THE PERSON YOU LIKE?
Overweight [Blue October]


WHAT IS YOUR LIFE STORY?
Drilled a Wire Through My Cheek [Blue October]


WHAT DO YOU WANT TO BE WHEN YOU GROW UP?
Wouldn't It Be Nice [Beach Boys]


WHAT DO YOU THINK WHEN YOU SEE THE PERSON YOU LIKE?
Intro [Muse]


WHAT DO YOUR PARENTS THINK OF YOU?
Again [Lenny Kravitz]


WHAT WILL YOU DANCE AT YOUR WEDDING?
Toque Toque [Da Weasel]


WHAT WILL THEY PLAY AT YOUR FUNERAL?
You Make Me Smile [Blue October]


WHAT IS YOUR HOBBY/ INTEREST?
Fix You [Coldplay]


WHAT DO YOU THINK YOUR FRIENDS?
Twisted Transistor [Korn]


WHAT'S THE WORST THING COULD HAPPEN?
She's So High [Kurt Nilsen]


HOW WILL YOU DIE?
Earth To Bella Part 1 [Incubus]


WHAT IS THE ONE THING YOU REGRET?
Make Damn Sure [Taking Back Sunday]


WHAT MAKES YOU LAUGH?
The World Has Turned And Left Me Here [Weezer]


WHAT MAKES YOU CRY?
Na Na Na Na Naa [Kaiser Chiefs]


WILL YOU EVER GET MARRIED?
Dark Blue [Jack's Mannequin]


WHAT SCARES YOU THE MOST?
White Wedding [Billy Idol]


DOES ANYONE LIKE YOU?
We Made You [Eminem]


IF YOU COULD GO BACK IN TIME, WHAT WOULD YOU CHANGE?
Not An Addict [K's Choice]


WHAT HURTS RIGHT NOW?
I Thought I'd Seen Everything [Bryan Adams]


WHAT WILL YOU POST THIS AS?
The Small Print [Muse]



Pulga