junho 26, 2013

Team and Theme song:


Porque mais logo o Zoo estará pela Bela Vista.
Inté .

Pulga e Borrega

junho 11, 2013

And I rest my case:



Borrega

março 31, 2013

Odisseia#11

"I've heard it said that you can't really have a true love unless it was a love unrequited. It's a harsh one, because then your truest one is the one you can't have forever."
Eddie Vedder on «Black»


Créditos:
Música: Pearl Jam - 'Black'
Imagem: from Tumbler
Borrega

janeiro 19, 2013

Quatro.

Uma festa, por mais pequena que seja, tem de ter música e este post é a nossa celebração de 4 anos de blog. Logo decidimos escolher 4 músicas cada.




Eu escolhi 4 músicas usadas pela Borrega:


e, eu escolhi 4 usadas pela pulga: 

Parabéns ao Zoo,
Pulga e Borrega

novembro 18, 2012

De ursos de peluche e super-heróis


Tomás é um pequeno rapaz de cinco anos. Hoje os pais quiseram trazê-lo ao rio. 

O pequeno Tomás tirou a roupa e pegou no seu pequeno urso de peluche e na mão da sua superprotectora mãe e correu para a àgua. Correu, que é como quem diz, que com a mão apertada da mãe e as pedras a espetarem-se nos pés, ele vai saltitando o mais depressa que pode.
O pai segue-os com um olhar enternecido e brincalhão. 
Assim que chegam à beira-rio, o pai convence o pequeno a deixar o Teddy em terra, que a àgua não é sítio para um urso de peluche. O pequeno cede, mas com algumas exigências - o pai vai ajudá-lo a mergulhar. Não que o Tomás tenha medo de mergulhar sozinho. Não, senhor! Mas  os ânimos dos pais ficaram muito mais apaziguados deste modo.
Tomás nada teme, porque os super-heróis nada temem. Sim, de noite, Tomás veste a sua capa e ao lado de Teddy enfrentam tudo o que dá medo - tanto a grandes crescidos como a crianças mais pequenas que Tomás.
Mas hoje, o seu pijama de super-homem, vai provavelmente ficar pendurado, pois o pequeno já vai bem aconchegado no mundo dos sonhos, depois da sua aventura no rio.

Pulga 
[a propósito disto]

novembro 11, 2012

K.

Toca-lhe na cara com as mãos molhadas, e encosta-se a ela como se ela a qualquer momento lhe fugisse da cama. Envolve-a com o seu braço e ela agita-se no seu sono. Não a quer acordar, ainda há tão pouco ela chegou e só têm estes bocadinhos para eles. Ele sabe que ela não tem tanta liberdade ou tempo como isso, para passar a noite com ele. Nem sequer de dia, caraças!
Sussurra-lhe palavras doces sem sentido ao ouvido. Ela faz biquinho com os lábios. Raios! Já está acordada. Encosta os lábios aos dela. Abraça-a e rebola para cima dela e volta a beijá-la, desta vez com mais intensidade. Passa outra vez a mão na cara dela, não está molhada, mas está gelada. Ela franze a testa, estica a mão na direcção da cara dele e ...




'Rrrrrrrr'
'Sim K., és o 'homem' da minha vida. Oh, que seria de mim sem ti, a acordar-me às..', faz uma pausa e olha para o relógio na mesa de cabeceira, '7h30.'
Passa a mão no lombo do gato, que se encosta e ronrona como um pequeno tractor. 
'Anda lá comer, gato do demo.' O gato ronrona ainda mais alto, se possível. Ela fita-o. 
'Ao menos, este seguir-me-á para sempre.' Pensa, enquanto esboça um sorriso.

Pulga

setembro 28, 2012

Prantos vãos ...

Oriana está sozinha no cemitério. Nunca lá gostara de estar com mais gente do que a que lá jazia. Sempre dissera que era dos vivos que se tinha que ter temor e não aos mortos.
Senta-se sobre a tumba de sua avó, encarando-a na foto preta e branca e sussurra:
- Estou cansada 'Vó, não dormi... Rezei-Lhe de forma tão irada.
Tira do bolso um papel amarrotado. Estende-o sobre a pedra mármore, deixando assim à vista as letras pelas lágrimas borratadas. Aclara a voz e lê num sussurro sôfrego:
«
Roguei aos céus
E caíste-me no caminho
Anjo Negro
Varreste os campos,
As tuas asas bem abertas, 
na esquerda as 7 pragas, na direita os 7 pecados.
Agora as colheitas são estéreis, secas, ocas, amargas.

Eu, 
estupefacta p'lo rasgo que me fizeste na carne, p'lo pranto que me embutiste nos ossos, 
enfureço-me contra os céus.
Que roguei por um anjo e tu foste demónio desviante,
Anjo Negro, Lúcifer de auréola disfarçado.

As contas do rosário já os meus dedos as sabem de cor.
Correm-nas vexados e amargurados, pois ainda queimam com teu suor.
E, de joelhos rezando, pego em fita de tecido benzido,
Uso-a de espartilho pra me suster as entranhas.
 Esta ferida é chaga amaldiçoada,
Sei bem que só espartilhada, nunca sarada.

Nos campos secos nasceu um cravo,
Eu, de cicatriz fingida com esta fita alegre benzida,
Pego nas alfaias pra semear.
Mas preciso que me guiem, pois já nem na simples enxada sei pegar.
»

Suspira, com se lhe tivessem tirado um fardo dos ombros. Dá uma festa ao retrato.
- Sim 'Vó, sei que o pão amena todas as tristezas. Que o vinho e a música animam até a mais trôpega das almas.
Sorri e troca as velhas flores da jarra por um cravo.

Oriana ...

Borrega

Créditos:
Música: PJ Harvey - The Dancer
Filme: Red Riding Hood
Imagem: daqui