julho 01, 2009

De que choras, infeliz?


De que choras, infeliz?
Do teu justo destino? De, após tantas tentativas, teres finalmente afastado as pessoas?
De que choras, infeliz?
Das tuas rezas já não terem efeito? Do mundo ter finalmente avançado, e ter-se, novamente, esquecido de ti?
De que choras infeliz, quando não tens razão para tal? Tudo aquilo que pediste está aos teus pés. Os teus sonhos estão ao alcance dos olhos; tens, algures, uns braços à espera para te aconchegar; ouvidos em toda a esquina para te ouvirem; uns ombros para te apoiares, antes de desabares em lágrimas copiosas; vários pares de mãos que te agarram antes de caíres; e aquelas palavras que tanto precisas para te consolares.
E quê? Achavas que ficaria assim para sempre se não lutasses?
A casa que te acolheu mudou e tu nem notaste, também tu mudaste e acomodaste-te… Pensaste que ficaria ali para sempre, à tua espera…
De que choras, infeliz, se a culpa é tua?



'É uma faca de dois gumes, como tu bem sabes,
como tu sempre soubeste'


"It's a bittersweet,
Simple Me"
[Limp Bizkit- Bittersweet Home]


Pulga

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